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Coordenação
Jonas Runa (co-IP)
 
 
Financiamento
Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)
 
 
Referência
PTDC/ART-PER/31263/2017
 
 
Prazo de Execução
1 de Outubro de 2018 a 30 de Setembro de 2021
 
 
Equipa
Daniel Tércio | Jonas Runa | André Guedes | Bruno Pedro | Ciro Aprea | Cecília de Lima | Maria João Alves | Pedro Félix  | Pedro Sena Nunes | Rui Leitão | Sílvia Cabral | Sérgio Bordalo e Sá | Sophie Coquelin
 
Resumo
TEPe é um projeto interdisciplinar que adopta o conceito de tecnologia em sentido operativo, enquanto estratégia de ampliação das possibilidades dos corpos em movimento, e modo de expansão de zonas de intersubjetividade. 
TEPe é o desenvolvimento de Technologically Expanded Dance (TeDANCE), que foi o primeiro projeto sediado em universidades portuguesas a propor um cruzamento bidirecional entre arte e tecnociência. TeDANCE proporcionou a apresentação pública dos estudos e a disseminação de resultados, a publicação de uma obra bilingue com contribuições de pesquisadores de diversos países e estimulou o aparecimento de projetos artísticos, alguns dos quais de intercâmbio entre Portugal e Brasil. 
TEPe alarga o campo da dança ao da performance, na medida em que esta configura um território inclusivo de disciplinas e de contaminação de linguagens artísticas. Além disso, persiste e consolida a ligação atlântica, através da submissão à candidatura integrada FCT / FUNCAP.
TEPe continua a investigação que vem sendo realizada sobre a produção de sonoridades a partir dos movimentos do corpo humano. Com este projeto, pretendemos aprofundar a experimentação intensiva de um dispositivo de captura de movimento (MOCAP) em articulação com a recolha e geração de sonoridades.
O programa de trabalho decorre em duas escalas - a do corpo e a da cidade. TEPe tenciona mais concretamente estudar os contextos sonoros na (e da) cidade de Lisboa. Em articulação com este desiderato, TEPe proporcionará, caso tenha apoio, o 
desdobramento e a extensão posterior da investigação também para a cidade de Fortaleza.
Os movimentos dos corpos nas paisagens urbanas e os modos de produção sonora e imagética constituem, portanto, o foco da investigação. Pretendemos analisar a forma como as assinaturas dos corpos em movimento se inscrevem nos percursos urbanos e como estes se rebatem nas escutas dos indivíduos. As sonoridades surgem aqui como scores de criação artística. E esta realizar-se-á através da intervenção de criadores de diferentes proveniências artísticas: do som ao teatro, da dança ao vídeo.
Em termos de resultados, TEPe está alinhado sobre dois eixos principais: (1) a qualificação das vivências urbanas, por meio da negociação em site specific de diferentes tempos da cidade, assumindo a labilidade e desaceleração dos ritmos citadinos; (2) a valorização do património, graças à exposição tensional entre o material e o imaterial, no pressuposto de que todo o património material detém camadas imateriais, e todo o património imaterial contém as suas materialidades.
TEPe é concebido em ligação com o repositório online http://weebox.fmh.ulisboa.pt.
Os seus resultados serão considerados não apenas em termos de indicadores académicos - publicações, edições sonoras e de imagens em movimento, e formação de jovens investigadores - mas também contribuindo para outras plataformas, para a presença em festivais e para a organização de residências e eventos artísticos em regime de site-specific.