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Departamento de Comunicação e Arte | Universidade de Aveiro
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Nota Biográfica

O pianista Juan Camilo Rojas, natural de Cali (Colômbia), estudou na Universidad del Valle com a professora Patricia Pérez de Hood, formando-se com honras em 2009. Depois de ganhar uma bolsa de estudos, Rojas aperfeiçoou sua formação como pianista entre 2006 e 2007 na Texas Christian University (Fort Worth, USA) com o pianista Harold Martina. Em 2010, Rojas continuou sua educação na Alemanha na Musikhochschule Lübeck com o pianista Prof. Jacques Ammon, onde obteve seu mestrado em Performance de Piano e Pedagogia em 2015. Graças ao programa Erasmus, Rojas estudou na Áustria, na prestigiada Universität Mozarteum Salzburg, sob a direção do Prof. Peter Lang. Rojas tem-se destacado em diferentes concursos, tais como "Jóvenes Solistas" da orquestra Filarmónica del Valle (2002), Concurso Internacional de Piano María Clara Cullell (terceiro lugar, Costa Rica, 2004) e "Jóvenes Intérpretes" da Biblioteca Luis Angel Arango (2008). No mesmo ano, Rojas conquistou também o primeiro lugar e prémio especial para a melhor interpretação de música espanhola no Concurso Nacional de Piano "Luís Carlos Figueroa" (2008). Em 2009, participando do Concurso Internacional de Piano "Musicalia" em Cuba, foi premiado com o 4º prémio. Contributos artísticos valiosos de artistas renomados completaram sua educação musical. Rojas participou em importantes masterclasses com Konrad Elser, Janina Fialkowska, Jahoved Kaplinsky, Manfred Gerhardt, Walter Blankenheim, Christoph Ullrich e Blanca Uribe. No campo da pedagogia, as aulas de didática para piano com o mestre Christian Pohl (Leipzig) aprofundaram sua formação pedagógica. Na Colômbia, Rojas atuou como pianista solista junto a orquestras como a Filarmónica del Valle, a Orquesta Juvenil del Conservatorio Antonio María Valencia e a Banda Departamental de Bellas Artes. Além disso, tem oferecido recitais em diferentes países como Colômbia, Cuba, México, Costa Rica, Alemanha e Espanha. Além de sua carreira como intérprete, Juan Camilo Rojas tem interesse em pedagogia de piano e em programas educacionais. Rojas lecionou como professor de piano no Plano Pentagrama da Universidad del Valle, na Colômbia; na Akademie Hamburg für Musik und Kultur, na Klavierstudio Winterhude e na Musik- und Kunstakademie Lübeck, na Alemanha; e no Musikeon em Valência, Espanha. Atualmente, Juan Camilo Rojas integra o Programa Doutoral em Música (Performance - Pesquisa Artística em Música) da Universidade de Aveiro (Portugal), sob a orientação do pianista e musicólogo Luca Chiantore. 
 
 
 
 
 
 
Projeto de Doutoramento
Título 
Duas gerações e uma mudança estética: uma pesquisa artística sobre as divergências entre Robert Schumann e Johannes Brahms
 
Orientação
 
Resumo
A interpretação instrumental como meio para uma revisão historiográfica da obra para piano de Robert Schumann (1810–1856) e Johannes Brahms (1833–1897) é a base desta pesquisa artística. O conceito de romanticismo alemão, central no cânone musicológico tradicional, abrange o trabalho de ambos os compositores, apesar da diferença cronológica entre eles: mais de sessenta anos separam as primeiras e mais divulgadas obras para piano de Schumann das últimas obras para piano de Brahms. Esta visão musicológica é refletida nas práticas interpretativas atuais, as quais, por sua vez, reforçam o status quo da historiografia musical num processo que se retroalimenta e que é evidenciado no campo reduzido de possibilidades que a interpretação mainstream permite para diferenciar ambos os autores. Por outro lado, grande parte das gravações históricas de música para piano do século XIX apresentam relevantes divergências em relação às práticas interpretativas contemporâneas a esta música, evidenciadas nas fontes escritas do século XIX e nas gravações de começos do século XX. Essas divergências já foram destacadas por autores como Clive Brown, Peres da Costa e Anselm Gerhardt. Esta pesquisa procura evidenciar, no piano moderno, as transformações e características das práxis interpretativas nas obras para piano de Schumann e Brahms através de uma leitura não convencional de suas composições, sendo que neste caso concreto o intérprete é informado e inspirado pelas fontes históricas. Entre o material de pesquisa consultado cabe destacar métodos, críticas de concertos, etc.; mudanças organológicas e da técnica instrumental; e as gravações realizadas por pianistas que pertenciam ao círculo próximo a Schumann-Brahms, como Carl Reinecke, Adelina de Lara, Fanny Davies, Ilona Eibenschütz, Carl Friedberg e Etelka Freund. Na performance, vários parâmetros devem ser transformados para mostrar a diferença entre as práticas interpretativas próprias de cada compositor. Isso inclui: a ampliação da gama dinâmica ligada às transformações organológicas, bem como às mudanças gerais na estética interpretativa; frases de linhas longas substituem um fraseado baseado em pequenas células melódicas; o assincronismo das mãos e o ato de arpejar os acordes diminuem em favor de uma acentuação baseada na regularidade de batidas fortes e fracas; entre outras mudanças na pedalização, ornamentação, agógica e manipulação do tempo.