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Doutoranda
Universidade Federal do Ceará, Instituto de Cultura e Arte. Avenida Carapinima, 1615 Benfica
Fortaleza
Ceará
60015290
Brasil
CV:

Nota Biográfica

Thaís Gonçalves é doutoranda no Ramo da Motricidade Humana na Especialidade de Dança pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa – FMH/UL, sob orientação do Professor Doutor Daniel Tércio. Mestre em Políticas Públicas e Sociedade, pelo Departamento de Sociologia da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Graduada em Dança pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (Bacharelado e Licenciatura Plena) e em Comunicação Social/Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP. Professora da graduação em Dança (Bacharelado e Licenciatura) do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará – ICA/UFC, no setor de estudos Técnicas e Práticas de Dança. Pesquisa os seguintes temas: dança e educação, políticas públicas em dança, filosofia e história da dança. O atual tema de pesquisa no âmbito do doutoramento é Sensorialidades antropofágicas: saberes do sul na dança contemporânea. Entre as publicações recentes estão os seguintes artigos: “Danceidades de uma história em videodança” in Antônio Costa Valente e Rita Capucho (Eds.) Avanca Cinema: International Conference (2014) e “Composições entre dança e ensino pós-crítico pelas maçãs de Cézanne, ou como produzir diferença com arte na contemporaneidade”in Solonildo Almeida da Silva (Ed.) Arte: interlocuções IFCE e UFC (2014). Colabora, desde 2014, no Conselho Editorial da Revista aSPAs, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (USP). Coordenou o Projeto de Extensão Memória Viva: histórias da dança do Ceará, pela Universidade Federal do Ceará, com a realização de quatro documentários em torno de artistas e professores da dança (2012/2013). É editora dos dois volumes lançados da Revista OlharCE, publicação da Bienal Internacional de Dança do Ceará (2008 e 2011), disponíveis na versão digital olharce.com. 

 

 

Tese de Doutoramento

Sensorialidades antropofágicas: saberes do sul na dança contemporânea

Resumo

A sensorialidade e os saberes do/no corpo como condição para a produção de uma subjetividade antropofágica. O projeto de doutoramento Sensorialidades antropofágicas investiga criadores brasileiros cujos procedimentos artísticos tenham os estados sensoriais como ponto de partida para a criação de suas obras. O que se deseja questionar é: que efeitos de mundo estão presentes no modo como os corpos se movem na dança? Seria essa sensorialidade da ordem da antropofagia – devorar, digerir, assimilar o outro? É possível atualizar o conceito de antropofagia, lançado pelo movimento modernista brasileiro nos anos 1920, para tratar da cena da dança na contemporaneidade, no que diz respeito a uma dança que faça frente a seu tempo, como nos indaga o filófoso José Gil? Dito de outro modo: há no sul da cena, a produção de uma dança cuja sensorialidade antropofágica potencialize a arte no mundo contemporâneo? Entre os caminhos da pesquisa temos: 1. investigar o conceito de antropofagia atualizado pelos artistas plásticos brasileiros Lygia Clark e Hélio Oiticica, entre os anos 1960 e 1980, que evidenciam o corpo como lugar de arte, processo, experimentação e encontro entre artista, obra de arte e público; 2. entender a noção de sensorialidade, a partir da experimentação estética de Ana Terra, Juliana Moraes, Mariana Muniz e Luiz de Abreu, artistas da dança no Brasil, bem como de autores da educação somática, como Hubert Godard; 3. dialogar com a noção de epistemologias do sul do sociólogo Boaventura de Sousa Santos; e 4. apontar os modos como a sensorialidade potencializa a dança a friccionar a noção de arte contemporânea, a partir de uma revisão histórica, estética e conceitual.

 

Grupo de Investigação: Estudos em Dança