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Doutorando
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas | Universidade Nova de Lisboa
Av. de Berna, n.º 26 C
1069-061 Lisboa
Portugal
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Tel: (+351) 21 790 83 00 (ext. 1583)

Nota Biográfica

Michael Dias, natural da Suiça, vivendo em Lisboa, é mestre em Etnomusicologia pela FCSH/NOVA (2017) com uma tese dedicada à experiência colonial de Belo Marques em Moçambique, nomeadamente ao modo de representação de um conjunto de práticas expressivas agrupadas sob a denominação de "música negra". É doutorando em Etnomusicologia no Departamento de Ciências Musicais da FCSH/NOVA. Bolseiro de investigação, integra a equipa internacional de investigação do projeto "Timbila, Makwayela e Marrabenta: um século de representação musical de Moçambique". Concurso de Projetos de I&D (FCT). PTDC/CPC-MMU/6626/2014. 
 
 
 
Tese de Mestrado
 
Título
Ser original: é ser verdadeiro e sincero”: Belo Marques e a Música Negra
 
Orientação
 
Referência Bolsa
PTDC/CPC-MMU/6626/2014
 
Resumo
O presente trabalho consiste em compreender a categoria “música negra” que Belo Marques utilizou em Música Negra – Estudo do folclore Tonga (1943) referindo-se a práticas expressivas no sul de Moçambique. Subjacente à formulação de tal categoria jaz uma complexa teia de relações e influências culturais e intelectuais, com a qual Belo Marques se relaciona, que importa descortinar de modo a apreender o sentido de “música negra”. É discutida a relação dialética, complexa, que se estabelece entre Belo Marques e a realidade em que se situa historicamente, no intuito de fazer emergir algumas variáveis particulares, nomeadamente o contexto interno de Belo Marques, assistindo-se ao emergir de uma tensão entre sujeito e contexto. Neste sentido, abordam-se alguns tópicos relativos à posição de sujeito, fundamentais para se poder compreender a categoria “música negra”.Por outro lado, existe um jogo de representações encetado pelo aparelho de propaganda do Estado Novo, sob várias formas: exposições, discursos, imprensa. Através destes meios, fabricam- se ou reforçam-se representações identitárias conforme a ideologia do regime, de caráter essencialista: “Nação”, “Império”, “África”, “batuque”. Abordam-se estas construções ideológicas, culturais, no intuito de complementar a interpretação da leitura de Música Negra. Neste trabalho procura-se ainda perceber que elementos da “música negra” Belo Marques identificou e descreveu e de que modo os utilizou na sua produção musical posterior.